Offspring fecham Rock One com volume no máximo
Punk rock dominou última noite do festival. My Bloody Valentine viram lenços brancos
Noite barulhenta em Portimão, com muito moche à mistura. O Rock One despediu-se do Autódromo Internacional do Algarve com o volume no máximo e as baterias completamente gastas devido aos Offspring, que tiveram uma ajuda preciosa dos portugueses Tara Perdida.
A banda californiana veio a Portugal apresentar o seu último álbum «Rise and fall, rage and grace», mas foram os grandes sucessos dos anos 90 que mexeram mais com o público. «Come out and play», do álbum «Smash», de 1994, o mais vendido de todos os tempos por uma editora independente, saiu do baú e de repente o recinto era uma mancha de gente a saltar.
«Americana», o álbum lançado em 1998, também ganhou protagonismo e «Pretty fly (for a white guy)» e «Why don't you get a job?» mostraram que ainda são capazes de vender muitas cópias. A juntar ao longo repertório dos Offspring, muitas vezes interrompido para os músicos irem descansar um pouco, «Original prankster», do álbum «Conspiracy of one», também lá esteve.
Bem-vindos ao mundo dos Tara Perdida
Os Offspring bem podem agradecer aos Tara Perdida, pois o aquecimento do público não podia ter sido melhor. A banda portuguesa de punk rock, que até já fez a primeira parte dos californianos em 1998, nos coliseus de Lisboa e do Porto, tocou sempre com o volume no máximo e não deixou ninguém indiferente.
Ribas, Ruka, Ganso, Jaime e Rodrigo são uns monstros do palco e percorreram os cinco álbuns da banda para o demonstrar, com destaque para «Lambe botas».
My Bloody Valentine foram tiro ao lado
Não foi por acaso que a banda britânica mandou distribuir tampões para os ouvidos no recinto. Guitarras distorcidas, letras incompreensíveis e nenhuma interacção com o público. Se a intenção dos My Bloody Valentine era tocar para poucos fãs, conseguiram cumprir o objectivo. Se a intenção era fazer parte de um festival de música, falharam redondamente.
Tudo o que a banda conseguiu foi afastar milhares da zona do palco. O estilo alternativo estava completamente desadequado do público de Portimão e, por isso, os assobios e até os lenços brancos se sobrepuseram às palmas.
The Doups VS Benfica
Quatro jovens portugueses em palco pouco mais podiam fazer contra a Eusébio Cup. Assim, os The Doups acabaram por ter menos público do que o Benfica-Milan que dava nas televisões do recinto.
A banda de Setúbal teve como ponto alto do concerto o seu primeiro single «Try lie die», que deverá ser lançado na próxima semana.
Eu estive lá e começando no sentido inverso tenho que dizer que sendo Benfiquista não vou para um Festival ver bola embora tenha-me apercebido que o Benfica tinha marcado devido à correria para junto das tvs.
Segui para junto do palco onde perguntei mesmo "quem são estes?" (The Doups). Uns "putos" por ali tocavam e o som até era curtido embora não se percebe-se bem o que se cantava porque a musica sobrepunha-se à canção, mas gostei e acho que no geral quem viu curtiu e no final todos aplaudimos...
Seguiram-se os Tara Perdida e eu tenho que dizer que não é banda que me cative muito, tendo apenas 2 ou 3 músicas que até curto, se calhar não tinham ficado mal terem sido os primeiros da noite, embora compreenda o cartaz visto que os The Doups são "desconhecidos".
Pouco depois chegaram os My Bloody Valentine e logo cedo se percebeu o porquê de nos terem dado uns tampões para os ouvidos à entrada do Autodromo, mas coitados dos que pensaram que os tampões eram gomas ou que simplesmente se limitaram a atira-los para o chão, pouco depois tiveram que usar os dedos, as mão e até afastar-se do palco tal era o ruído produzido pela banda... Agora que penso aquilo podia ser considerado "poluição sonora". A tvi na noticia acima é muito senera e não diz tudo tão grave que era o momento musical, nunca na vida e já fui a alguns concertos, assisti a tal coisa, não foram só assobios e lenços brancos e já os lenços brancos são uma coisa irreal no mundo da música, chegaram a haver braços no ar apontando o maior dedo da mão para a banda... (.l.) e mesmo assim eles tentaram ser osso duro e parecia não quererem sair do palco...
Finalmente o momento mais esperado da noite os The Offspring fecharam o Festival em grande forma, pena o moche a mais digo eu, que curto ir a um concerto e ter o meu espaço, poder saltar e dançar sem ter que me preocupar se está alguém a vir na minha direcção sendo que o afastar, cotovelar ou evitar que o façam comigo... Contudo o concerto dos Offspring soube a pouco... fiquei com a sensação que no rock in rio foi melhor...
Será que para o ano há mais rock one?

